Já tem um tempinho que uma dupla de holandeses têm mudado o visual de regiões pobres no Rio de Janeiro. Desde 2006, Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn usam favelas cariocas como palco de suas intervenções urbanas. Batizado de “Favela Painting“, a primeira ação do projeto foi executada na Vila Cruzeiro e, rapidamente, ganhou espaço em mídias nacionais e internacionais.
Agora, o mais novo projeto da dupla na entrada da Praça Cantão, no morro Dona Marta, em Botafogo, também tem chamado a atenção e revela um conceito inovador para o design e a arte urbana. Isto porque as intervenções de Koolhaas e Urhahn, além de darem um novo significado e valor a locais comumente considerados “feios”, também têm uma função social importante. As casas são pintadas em colaboração com os moradores e jovens que vivem no local. Essas pessoas são treinadas e pagas como pintores para exercer tal função. Esse tipo de intervenção é uma forte tendência que arremata a importancia de ações colaborativas para a efetiva melhoria de um espaço. Isso nos remete, também, ao crescimento dos coletivos criativos, plataformas importantes para o design do século XXI.
Não nos surpreenderemos se a geometria de cores da praça Cantão inspirar a palheta de cores ou a estética da moda na próxima estação. Ou será que já o fez?
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