O sul-mato-grossense radicado em São Paulo Renato Ratier possui diversos títulos atrelados ao seu nome. Ele é empresário, músico, designer, artista e dono da balada D-Edge, e essa pluralidade de funções foi traduzida no mais recente projeto idealizado por Ratier, o espaço Bossa, na capital paulista.

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Situado na Alameda Lorena, no bairro Jardins, o Bossa é inicialmente descrito como um restaurante, no entanto, essa é apenas uma das designações dadas ao local. Funcionando como uma área de convívio entre diversas tribos e disciplinas, o Bossa carrega o conceito de bar/estúdio/restaurante, sendo os três propósitos integrados entre si – como se dispensassem o uso de mais de uma palavra para descrevê-los – e com o funcionamento vinte e quatro horas.

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A cozinha do Bossa é comandada pelo chef William Ribeiro, que conferiu uma identidade genuinamente brasileira ao cardápio, inserindo nos sabores locais à técnica pessoal e toques das culinárias árabe, italiana e francesa. Como o local pretende receber movimento em todas as horas do dia (e da noite), o menu possui diversas variações, como o café da manhã, com itens tradicionais dessa refeição (sendo o pão na chapa com frios uma das apostas clássicas); almoço com especiais diários (sábado é dia da feijoada, enquanto no domingo reina a Bacalhoada do Bossa); e jantar com pratos requintados, como demanda a noite de São Paulo. Os ingredientes são frescos, vindo de produtores pequenos e dando preferência pelos fornecedores locais. Junto à ala gastronômica fica o bar do Bossa, que conta com um cardápio de drinques elaborado pela mixologista Ricardo Basseto.

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O estúdio fica em funcionamento junto do restaurante e do bar, com equipamentos de gravação que podem ser utilizados para ensaios de bandas assim como para produções de trilhas. Assim, os músicos ficam pertinho de quem está ali para tomar um drinque ou jantar à noite, seguindo o conceito de convívio social que o Bossa promove.

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O espaço é assinado por Muti Randolph, desde a fachada em brises de madeira (que proporcionam a iluminação natural do ambiente, sem a incidência direta da luz) até a colocação estratégica de uma bela tapeçaria do artista Ruben Dario, que divide os ambientes sem segmentação da área total, completando o clima de aconchego que o empreendimento de Renato Ratier promete.