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Editoria exclusiva: AS PATRÍCIAS

Kistch em exposição

Obras de Alberto Savinio e Carla Tolomeo

Distorção estética. Esse é um dos principais conceitos do movimento kistch, que introduziu no design um espaço para a criação de releituras extravagantes – e, algumas vezes, beirando ao exagero – de utilitários domésticos e itens de decoração. De difícil definição, pois as criações baseiam-se geralmente em juízos de valor, o fenômeno ganhou solos teóricos pelas palavras de Gillo Dorfles, publicadas em 1968 no livro Il Kitsch: Antologia del cattivo gusto (O Kitsch: Antologia do mau gosto).

Peças da coleção de Elio Fiorucci

Cerca de meio século depois da publicação da obra, o movimento estético e cultural mantém a força nos ambientes criadores e, neste ano, ganhou a mostra Gillo Dorfles: Kitsch – oggi il kitsch (Kitsch – hoje o kitsch, em tradução literal), organizada pelo Triennale di Milano, importantíssimo museu e espaço de eventos de design de Milão,  com curadoria do próprio Dorfles.

Gaiola e tabuleiro de Rudy Van der Velde

A exposição reúne obras de artistas que seguem definitivamente a linha kitsch, como o irônico quadro Penelope (1940), de Alberto Savinio, as cadeiras Peculiares (2011), de Carla Tolomeo, o abajur com pernas femininas e o gorila decorativo da coleção de Elio Fiorucci, entre outros. Uma sala é dedicada ao trabalho do holandês naturalizado italiano Rudy Van der Velde, jornalista, designer gráfico e ilustrador responsável por obras como a gaiola I Am Free – I Feel Free e o tabuleiro Italy – No Rules, No Party, que brincam com a ironia de objetos decorativos.

A mostra acontece até 26 de agosto, no Triennale di Milano, na Itália. Quem estiver pela Itália, tem bom programa.

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