Autor: root | Arquivado como: arquitetura, decoração

Sala de Estar de Arthur Falcão
Mais um detalhe que sinalizou ser uma tendência pulsando na cabeça de muitos designers e arquitetos que participaram da mostra Morar Mais por Menos foi o uso de revestimentos e pinturas que remetessem a paredes de cimento.
Esse make de cimento é comumente usado para dar uma carga de urbanidade nos ambientes e, também, faz parte dos universos dos minimalistas do século XXI. Lembram dos cubos brancos das galerias de arte? Hoje eles são cubos com make de cimento.
Dentro de casa o cimento, ou melhor, a pintura que imita cimento, é interessante para projetos de ambientes que necessitam de uma estética moderna, urbana e meio cult. A dica é usar o cimento como coadjuvante brincar com cores mais fortes, ou detalhes de grafismos em móveis, objetos de decoração e quadros.
Aliás, vale lembrar que, assim como na moda, o tom cinza mescla é tendência para têxteis no lar, objetos de decoração e bancadas de cozinha e estantes para sala de estar. Tiramos muitas fotos de como o cimento e o cinza compuseram os ambientes na Mostra Morar Mais por Menos, olhem nossa galeria.
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Sala de Estar de Arthur Falcão
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Quarto de Danielle Bastos e Gustavo Amorim
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Sala de cinema de Flavio Berrêdo e EVa Taquetel
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Espaço criado por Veronica Rodrigues
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Detalhe da parede no espaço de Arthur Pessanha Falcão
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Ambiente criado por Giovanna Eirado e Francisco Palmeiro
A mostra Morar Mais por Menos, no Rio de Janeiro, é um evento que desafia arquitetos a projetar espaços “chiques que cabem no bolso” com foco na sustentabilidade. Em sua sétima edição, o evento organizado por Lígia Schuback e Sabrina Schuback Rocha também é um paraíso para aqueles que buscam por soluções estilosas e para todo tipo de espaço.
Depois de um passeio pelos 75 ambientes da mostra, é interessante perceber como os arquitetos apostam em soluções de decoração bem humoradas para conviver harmoniosamente com itens mais sofisticados. Na moda, poderíamos dizer que é a lógica do tal high low, ou seja, um mix de peças mais baratas ou de brechó, com roupas ou acessórios de luxo. Exemplos estavam em todo lugar como no “Corredor de Arte”, criado por Thoni Litsz, em que papéis de jornais viraram papel de parede para obras de arte. Já no loft “Estar entre amigos”, dos arquitetos Giovanna Eirado e Francisco Palmeiro, rolos de conduíte fazem as vezes de base para o tampo de vidro da mesa de centro.
“O importante é que o custo total de um projeto seja acessível. Se o sonho do cliente imaginário é ter uma mesa de 10 mil reais, o arquiteto realiza este sonho mas, procura equilibrar o orçamento usando a criatividade e economizando no revestimento do piso e da parede, garimpando em brechós ou recorrendo às móveis herdados da avó”, explica Sabrina Schuback.
Sem dúvida, essa lógica deixa qualquer ambiente e seus respectivos moradores muito bem humorados.
—> A mostra vai até 19 de setembro, na sede da Pequena Cruzada, na Lagoa. Outras informações: www.morarmais.com.br